Cartas
1.253.947
Governante autocrata da Rússia (2000–2008; 2012–presente) e Primeiro-ministro russo (1999–2000; 2008–2012)
Ser
Espécie domesticada de felino
Pianista, cantor, compositor e produtor britânico
Política alemã, Presidente da Comissão Europeia
Onda de protestos na França
Conceito
Engenheiro mecânico, piloto e astronauta norte-americano
Anjo caído, inimigo de Deus e da humanidade
Programa de pesquisa e desenvolvimento de armas nucleares
Evento
Videogame portátil lançado pela Nintendo em 1989
Objeto
Tipo de agente ou mercenário no japão feudal
Antagonista principal da saga Halloween
Identidade fictícia do cinema
French politician
Indicador de tempo pessoal e portátil
Meme da internet
Main antagonist of the Terrifier franchise
45.º e 47.º presidente dos Estados Unidos (2017–2021, 2025–presente)
Donald John Trump (Nova Iorque, 14 de junho de 1946) é um empresário, personalidade televisiva e político americano. Filiado ao Partido Republicano, é o atual presidente dos Estados Unidos. Venceu as eleições de 2016 contra Hillary Clinton no número de delegados do colégio eleitoral, apesar de ter sofrido a maior derrota no voto popular de um presidente que conseguiu ser eleito no país. Foi empossado para o cargo em 20 de janeiro de 2017 e presidiu até 20 de janeiro de 2021, após perder as eleições de 2020 para Joe Biden e encerrar seu primeiro mandato com níveis históricos de impopularidade. Nas eleições de 2024, no entanto, venceu Kamala Harris e tornou-se o segundo presidente americano, depois de Grover Cleveland em 1892, a exercer mandatos não consecutivos. Nasceu em Nova Iorque e graduou-se na Universidade da Pensilvânia. Em 1971, recebeu de seu pai, Fred Trump, o controle da empresa que seria a The Trump Organization. Durante sua carreira, construiu empreendimentos com sua marca em todo o mundo e também foi dono do concurso Miss USA, fez breves aparições em filmes e séries de televisão e apresentou e coproduziu o reality show The Apprentice. Em junho de 2015, anunciou sua candidatura à presidência pelo Partido Republicano e, em maio de 2016, foi formalmente nomeado. Venceu as eleições de 2016, em um pleito marcado por acusações de interferência russa a favor de sua campanha. Durante seu primeiro mandato, assinou maciços cortes de impostos, tentou desfazer o Obamacare e também fez várias revisões de normas ambientais para expandir a exploração de combustíveis fósseis. Na política externa, proibiu a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos, criou a agenda America First, retirando o país das negociações do acordo da Parceria Transpacífica, do Acordo de Paris e do acordo nuclear com o Irã. Ele também impôs tarifas sobre diversos produtos importados, o que levou a uma guerra comercial com a China, reconheceu Jerusalém como capital de Israel e teve três encontros sem resultado com o ditador norte-coreano Kim Jong-un. Após denúncias de que teria feito solicitações indevidas ao governo ucraniano, sofreu seu primeiro processo de impeachment na Câmara dos Representantes, mas foi absolvido pelo Senado em fevereiro de 2020. Durante a pandemia de COVID-19, minimizou a ameaça do vírus, ignorou recomendações de especialistas e fez várias declarações falsas e enganosas sobre a doença. Após perder a eleição de 2020 para Biden, se recusou a conceder a derrota, fez acusações falsas de fraude eleitoral, moveu processos judiciais e ordenou que oficiais do seu governo não cooperassem com a transição presidencial. Em janeiro de 2021, uma semana antes de deixar o cargo, sofreu uma segundo impeachment pela Câmara, quando foi acusado de incitar a invasão do Capitólio por seus apoiadores, embora o Senado viesse a inocentá-lo mais uma vez, tornando-se o único presidente americano que sofreu duas tentativas de impeachment. Em 2024, foi considerado culpado de falsificar registros comerciais, tornando-se o primeiro presidente dos EUA a ser condenado por um crime, e enfrentou acusações criminais adicionais relacionadas à sua tentativa de interferência nos resultados das eleições e ao manuseio indevido de documentos confidenciais. No mesmo ano, no entanto, ganhou as primárias republicanas com pouca concorrência e foi oficializado candidato à presidência. Em uma campanha marcada pela polarização política, sofreu uma tentativa de assassinato durante um comício no condado de Butler, Pensilvânia. Ao iniciar seu segundo mandato presidencial, Trump promoveu demissões em massa de funcionários federais e assinou a lei que ficou conhecida como "One Big Beautiful Bill Act". As ações de seu governo, como ataques a oponentes políticos e à sociedade civil, perseguição a pessoas transgênero, deportação em massa de imigrantes e uso extensivo de decretos presidenciais, geraram centenas de ações judiciais questionando sua legalidade. Nas relações internacionais, impôs tarifas a quase todos os países do mundo no nível mais alto desde a Grande Depressão, iniciou uma crise diplomática com a União Europeia sobre a posse da Gronelândia e uma guerra com o Irã, além de ter conduzido uma campanha contestada judicialmente para atacar supostos traficantes de drogas na América Latina e ordenado uma intervenção militar na Venezuela para capturar o presidente do país. Sua política e retórica levaram à criação do movimento chamado trumpismo, que remodelou a identidade do Partido Republicano. Muitos de seus comentários e ações foram caracterizados como racistas ou misóginos. Trump também fez muitas declarações falsas ou enganosas durante suas campanhas e presidências, em um grau sem precedentes na política americana, além de promover teorias da conspiração. Suas ações foram descritas por pesquisadores como autoritárias e contribuintes para o retrocesso democrático nos Estados Unidos. Após seu primeiro mandato, estudiosos e historiadores o classificaram como um dos piores presidentes da história americana.
Cantor, compositor e dançarino norte-americano (1958–2009)
Michael Joseph Jackson (Gary, 29 de agosto de 1958 – Los Angeles, 25 de junho de 2009) foi um cantor, compositor, dançarino e filantropo estadunidense. Apelidado de "Rei do Pop", ele é considerado uma das figuras culturais mais significantes do século XX e um dos maiores artistas da história da música. Ao longo de uma carreira de quatro décadas, suas conquistas musicais ao redor do mundo e sua vida pessoal publicizada fizeram dele uma figura global na cultura popular. Por meio da música, dança e moda, ele proliferou a performance visual para cantores de música pop, e popularizou movimentos da dança de rua, incluindo o moonwalk (que ele nomeou), o robô e a inclinada anti-gravidade. Jackson possui uma extensa legião de fãs, que inclui imitadores de todo o mundo. O oitavo filho da família Jackson, Michael fez sua estreia profissional aos seis anos de idade em 1964, com seus irmãos mais velhos, Jackie, Tito, Jermaine e Marlon, como membro do grupo musical The Jackson 5. O grupo assinou com a Motown em 1968 e conquistou sucesso mundial com Michael como vocalista principal. Jackson alcançou o estrelato como solista com o lançamento de seu quinto álbum de estúdio, Off the Wall (1979). No início dos anos 1980, Michael se tornou uma figura dominante na música popular com o lançamento de Thriller (1982), o álbum mais vendido de todos os tempos. Os videoclipes inovadores de sua faixa-título, juntamente com "Beat It" e "Billie Jean", são creditados por quebrar barreiras raciais e transformar o meio em uma forma de arte e ferramenta promocional, bem como contribuíram para a popularização da MTV. Jackson solidificou sua posição como uma superestrela global com Bad (1987), o primeiro álbum a produzir cinco singles que alcançaram a primeira posição da Billboard Hot 100: "I Just Can't Stop Loving You", "Bad", "The Way You Make Me Feel", "Man in the Mirror" e "Dirty Diana". Dangerous (1991) o viu se aventurar em uma variedade de sons artísticos e se tornou um dos álbuns de maior sucesso da década de 1990. HIStory: Past, Present and Future, Book I (1995) produziu "You Are Not Alone", a primeira canção a estrear no topo da Billboard Hot 100. No final dos anos 1980, Jackson se tornou uma figura controversa por sua radical mudança de aparência, relacionamentos, comportamento e estilo de vida. Em 1993, ele foi acusado de abusar sexualmente do filho de um amigo da família. Em 2005, ele foi julgado e absolvido de outras acusações de abuso sexual infantil e várias outras acusações. Em 2009, enquanto se preparava para a turnê This Is It, Jackson morreu de overdose de sedativos administrados por seu médico pessoal Conrad Murray, que foi condenado em 2011 por homicídio culposo. A morte de Jackson desencadeou reações em todo o mundo, criando picos sem precedentes de tráfego na Internet e um aumento nas vendas de sua música. Estima-se que seu funeral público, realizado no Staples Center, em Los Angeles, tenha sido visto por mais de 2.5 bilhões de pessoas. Jackson é um dos artistas musicais mais vendidos de todos os tempos, com vendas estimadas em mais de 500 milhões de discos em todo o mundo. Ele venceu múltiplos prêmios, tornando-o um dos artistas mais premiados da música popular. Suas conquistas incluem 39 recordes no Guinness World Records (incluindo o de Artista Mais Bem Sucedido de Todos os Tempos), 15 Grammy Awards (incluindo os prêmios Legend e Lifetime Achievement), 26 American Music Awards (incluindo os prêmios de Artista do Século e Artista da Década de 1980) e seis Brit Awards. Ele também recebeu três honras presidenciais, incluindo Artista da Década, e o prêmio Bambi de Artista Pop do Milênio. Ele teve 13 canções número um da Billboard Hot 100 e foi o primeiro artista a ter uma canção no top dez da tabela em cinco décadas diferentes. As induções de Jackson incluem o Rock and Roll Hall of Fame (duas vezes), o National Rhythm & Blues Hall of Fame, o Vocal Group Hall of Fame, o Songwriters Hall of Fame e o Dance Hall of Fame (tornando-o o único artista a ser induzido). Em 2016, o patrimônio de Jackson era de 825 milhões de dólares, o valor anual mais alto de uma celebridade já registrada pela Forbes.
Imperador da França (1804–1814, – 1815)
Napoleão Bonaparte (Ajaccio, 15 de agosto de 1769 – Longwood, 5 de maio de 1821) foi um estadista e líder militar francês que ganhou destaque durante a Revolução Francesa e liderou várias campanhas militares de sucesso durante as Guerras Revolucionárias Francesas. Foi Imperador dos Franceses como Napoleão I de 1804 a 1814 e brevemente em 1815 durante os Cem Dias. Napoleão dominou os assuntos europeus e globais por mais de uma década, enquanto liderava a França contra uma série de coalizões nas guerras napoleônicas. Ele venceu a maioria desses conflitos e a grande maioria de suas batalhas, construindo um grande império que governava grande parte da Europa continental antes de seu colapso final em 1815. Ele é considerado um dos maiores comandantes da história e suas guerras e campanhas são estudadas em escolas militares em todo o mundo. O legado político e cultural de Napoleão perdurou como um dos líderes mais célebres e controversos da história da humanidade. Ele nasceu na Córsega de uma família italiana relativamente modesta, da nobreza menor. Ele estava servindo como oficial de artilharia no exército francês quando a Revolução Francesa eclodiu em 1789. Ele rapidamente subiu nas fileiras dos militares, aproveitando as novas oportunidades apresentadas pela Revolução e tornando-se general aos 24 anos. O Diretório Francês acabou por lhe dar o comando do Exército da Itália depois que ele suprimiu a revolta dos 13 Vendémiaire contra o governo dos insurgentes realistas. Aos 26 anos, ele iniciou sua primeira campanha militar contra os austríacos e os monarcas italianos alinhados com os Habsburgos, sendo que venceu praticamente todas as batalhas e conquistou a Península Italiana em um ano, enquanto estabelecia "repúblicas irmãs" com apoio local e se tornando um herói de guerra na França. Em 1798, ele liderou uma expedição militar ao Egito que serviu de trampolim para o poder político. Ele orquestrou um golpe em novembro de 1799 e se tornou o primeiro cônsul da República. Na primeira década do século XIX, o império francês sob comando de Napoleão se envolveu em uma série de conflitos com todas as grandes potências europeias, as Guerras Napoleônicas. Após uma sequência de vitórias, a França garantiu uma posição dominante na Europa continental, e Napoleão manteve a esfera de influência da França, através da formação de amplas alianças e a nomeação de amigos e familiares para governar os outros países europeus como dependentes da França. As campanhas de Napoleão são até hoje estudadas nas academias militares de quase todo o mundo. A Campanha da Rússia em 1812 marcou uma virada na sorte de Napoleão. Seu Grande Armée foi seriamente danificado na campanha e nunca se recuperou totalmente. Em 1813, a Sexta Coligação derrotou suas forças em Leipzig. No ano seguinte, a coligação invadiu a França, forçou Napoleão a abdicar e o exilou na ilha de Elba. Napoleão escapou de Elba em fevereiro de 1815 e assumiu o controle da França mais uma vez. Os Aliados responderam formando uma Sétima Coalizão que o derrotou na Batalha de Waterloo, em junho. Os britânicos o exilaram para a remota ilha de Santa Helena, no Atlântico Sul, onde morreu seis anos depois, aos 51 anos. A influência de Napoleão no mundo moderno trouxe reformas liberais para os vários territórios que ele conquistou e controlou, como os Países Baixos, a Suíça e grandes partes da Itália e da Alemanha modernas. Ele implementou políticas liberais fundamentais na França e em toda a Europa Ocidental. Seu Código Napoleônico influenciou os sistemas legais de mais de 70 nações em todo o mundo. O historiador britânico Andrew Roberts declara: "As ideias que sustentam nosso mundo moderno — meritocracia, igualdade perante a lei, direitos de propriedade, tolerância religiosa, educação secular moderna, finanças sólidas etc. — foram defendidas, consolidadas, codificadas e estendidas geograficamente por Napoleão. Além disso, ele também acrescentou uma administração local racional e eficiente, o fim do banditismo rural, o incentivo à ciência e às artes, a abolição do feudalismo e a maior codificação de leis desde a queda do Império Romano".
Ditador da Alemanha Nazista (1933–1945), principal instigador da Segunda Guerra Mundial e líder causador do Holocausto
Adolf Hitler (por vezes em português Adolfo Hitler; alemão: [ˈadɔlf ˈhɪtlɐ] (); Braunau am Inn, 20 de abril de 1889 – Berlim, 30 de abril de 1945) foi um político alemão que serviu como líder do Partido Nazista (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei; NSDAP), Chanceler do Reich (de 1933 a 1945) e Führer ("líder") da Alemanha Nazista de 1934 até 1945. Como ditador do Reich Alemão, foi o principal instigador da Segunda Guerra Mundial na Europa e figura central do Holocausto. Hitler nasceu na Áustria, então parte do Império Austro-Húngaro, e foi criado na cidade de Linz. Mudou-se para a Alemanha em 1913 e serviu no exército alemão durante a Primeira Guerra Mundial. Juntou-se ao Partido Alemão dos Trabalhadores, precursor do Partido Nazista, em 1919, e tornou-se seu líder em 1921. Em 1923, organizou um golpe de Estado em Munique para tentar tomar o poder. O fracassado golpe resultou na prisão de Hitler. Enquanto preso, ele ditou seu primeiro trabalho literário, a sua autobiografia e manifesto político, Mein Kampf ("Minha Luta"). Quando foi solto da cadeia, em 1924, Hitler ganhou apoio popular pela Alemanha com sua forte oposição ao Tratado de Versalhes e promoveu suas ideias de pangermanismo, antissemitismo e anticomunismo, com seu carisma e forte propaganda. Ele frequentemente criticava os sistemas capitalista e comunista como sendo partes de uma conspiração judia. Em 1933, o Partido Nazista tornou-se o maior partido eleito no Reichstag, com seu líder, Adolf Hitler, sendo apontado Chanceler da Alemanha no dia 30 de janeiro do mesmo ano. Após novas eleições, ganhas por sua coalizão, o Parlamento aprovou a Lei habilitante de 1933, que começou o processo de transformar a República de Weimar na Alemanha Nazista, uma ditadura de partido único totalitária e autocrática de ideologia nacional socialista. Hitler pregava a eliminação dos judeus da Alemanha e o estabelecimento de uma Nova Ordem para combater o que ele via como "injustiças pós-Primeira Grande Guerra", numa Europa dominada pelos britânicos e franceses. Em seus primeiros seis anos no poder, a economia alemã recuperou-se da Grande Depressão, as restrições impostas ao país após a Primeira Guerra Mundial foram ignoradas e territórios na fronteira, lar de milhões de Volksdeutsche (alemães étnicos), foram anexados — ações que deram a ele grande apoio popular. Hitler queria estabelecer o Lebensraum ("espaço vital") para o povo alemão. Sua política externa agressiva é considerada um dos motivos que levaram a Europa e o mundo à segunda grande guerra. Ele iniciou um grande programa de reindustrialização e rearmamento da Alemanha em meados da década de 1930 e então, a 1 de setembro de 1939, ordenou a invasão da Polônia, resultando numa declaração de guerra por parte do Reino Unido e da França alguns dias depois. Em junho de 1941, Hitler ordenou a invasão da União Soviética. Em meados de 1942, a Wehrmacht (as forças armadas nazistas) e as tropas do Eixo já ocupavam boa parte da Europa continental, do Norte da África e quase um quarto do território soviético. Contudo, após falharem em conquistar Moscou e serem derrotados em Stalingrado, as forças nazistas começaram a retroceder. A entrada dos Estados Unidos na guerra ao lado dos Aliados forçou a Alemanha a ficar na defensiva, acumulando uma série de derrotas a partir de 1943. Nos últimos dias do conflito, durante a Batalha de Berlim em 1945, Hitler se casou com sua amante de longa data, Eva Braun. No dia 30 de abril de 1945, os dois cometeram suicídio para evitar serem capturados pelo exército vermelho. Seus corpos foram queimados e enterrados. Uma semana mais tarde a Alemanha se rendeu formalmente. Sob a liderança de Adolf Hitler, com uma ideologia racialmente motivada, o regime nazista perpetrou um dos maiores genocídios da história da humanidade, matando pelo menos 6 milhões de judeus e milhares de outras pessoas que Hitler e seus seguidores consideravam como Untermenschen ("sub-humanos") e socialmente "indesejáveis". Os nazistas também foram responsáveis pela morte de mais de 19,3 milhões de civis e prisioneiros de guerra. Além disso, no total, 29 milhões de soldados e civis morreram como resultado do conflito na Europa durante a Segunda Guerra Mundial. O número de fatalidades neste conflito foi sem precedentes e ainda é uma das guerras mais mortais da história.
18.° presidente da República Francesa
Charles André Joseph Marie de Gaulle (francês: [ʃaʁl də ɡol] (), Lille, 22 de novembro de 1890 – Colombey-les-Deux-Églises, 9 de novembro de 1970) foi um general, político e estadista francês que liderou as Forças Francesas Livres durante a Segunda Guerra Mundial e presidiu o Governo Provisório da República Francesa de 1944 a 1946, a fim de restabelecer a democracia na França. Em 1958, saiu da reforma quando foi nomeado Presidente do Conselho de Ministros (Primeiro-ministro) pelo Presidente René Coty. Reescreveu a Constituição da França e fundou a Quinta República após a aprovação por referendo. Foi eleito presidente de França no final daquele ano, cargo para o qual foi reeleito em 1965 e manteve até sua renúncia em 1969. Embora reeleito à presidência em 1965, ele enfrentou protestos generalizados de estudantes e trabalhadores em maio de 1968, mas teve o apoio do Exército e venceu uma eleição com uma maioria crescente na Assembleia Nacional. De Gaulle renunciou em 1969 após perder um referendo no qual propôs mais descentralização. Ele morreu um ano depois na sua residência em Colombey-les-Deux-Églises, deixando as suas memórias presidenciais inacabadas. Muitos partidos e figuras políticas francesas reivindicam um legado gaullista; muitas ruas e monumentos de França foram dedicados à sua memória após a sua morte.
Futebolista argentino
Lionel Andrés Messi Cuccittini (Rosário, 24 de junho de 1987) é um futebolista argentino que atua como atacante no Inter Miami. Como capitão da Seleção Argentina, venceu a Copa do Mundo de 2022. Possui oito prêmios Bola de Ouro da France Football, oito títulos de Melhor Jogador do Mundo pela FIFA, dois Prêmios Laureus de Melhor Esportista, seis Chuteiras de Ouro da Europa e, com 48 conquistas coletivas, é o jogador com mais títulos oficiais da história do futebol. Considerado um dos melhores jogadores de todos os tempos, passou a maior parte de sua carreira profissional no Barcelona, onde se tornou o maior artilheiro por um único clube, com 672 gols oficiais e o maior vencedor da história do clube catalão, com 35 troféus. Entre suas conquistas, destacam-se os dez títulos do Campeonato Espanhol e as quatro Ligas dos Campeões da Europa. Teve ainda passagens por outros clubes, como o Paris Saint-Germain, onde conquistou o Campeonato Francês duas vezes, e pelo Inter Miami, com o qual ajudou na conquista dos primeiros títulos e contribuiu para o crescimento da liga dos Estados Unidos. Pela Seleção Argentina, é o maior goleador de todos os tempos. Seu estilo de jogo e seus dribles com o pé esquerdo geram comparações com seu compatriota Diego Maradona, que descreveu Lionel Messi como seu sucessor. Após ser nomeado capitão da seleção em junho de 2010, conduziu a Argentina a três finais consecutivas: a Copa do Mundo FIFA de 2014 e as Copas América de 2015 e 2016. Após se frustrar com três derrotas, chegou a anunciar sua aposentadoria internacional, mas reverteu sua decisão. Conquistou seu primeiro título com a seleção principal ao vencer a Copa América de 2021, sendo eleito melhor jogador e artilheiro. Em 2022, sagrou-se campeão da Copa do Mundo, recebendo também o prêmio de melhor jogador do torneio. Messi figurou entre as cem pessoas mais influentes da revista Time em 2011, 2012 e 2023, em razão de suas realizações esportivas e de sua influência global. Por meio da Fundación Leo Messi, que apoia projetos voltados à saúde e à educação infantil, e de seu trabalho como Embaixador da Boa Vontade da UNICEF, tem participado de iniciativas para melhorar a vida de pessoas em situação de vulnerabilidade social. Em sua vida pessoal, está em um relacionamento com Antonela Roccuzzo, com quem se casou em 30 de junho de 2017, e juntos têm três filhos: Ciro, Mateo e Thiago.
Político, funcionário público e banqueiro francês, 25.º Presidente da República Francesa
Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron (Amiens, 21 de dezembro de 1977) é um político, funcionário público e banqueiro francês, atual presidente do seu país. Macron estudou filosofia na Universidade de Paris X - Nanterre, concluiu um mestrado em políticas públicas no Instituto de Estudos Políticos de Paris, e depois se formou na Escola Nacional de Administração em 2004. Em seguida, passou a trabalhar na Inspeção-Geral de Finanças antes de se tornar um sócio do Banco Rothschild. Membro do Partido Socialista entre 2006 e 2009, foi nomeado secretário-geral adjunto da Presidência da República por François Hollande em 2012, e se tornou ministro da economia em 2014 no governo Valls. Como ministro, apoiou reformas pró-empresariado. Ele saiu do governo em agosto de 2016 para lançar sua candidatura à presidência na eleição de 2017, a qual anunciou oficialmente em novembro de 2016, poucos meses após fundar seu próprio partido político, o Renascimento. Durante a campanha presidencial, Macron dizia-se disposto a harmonizar “eficiência” – reformas econômicas liberais que dinamizassem a economia francesa – com “justiça” – manutenção do Estado de bem-estar social e apoio a medidas consideradas progressistas, tal como o casamento igualitário. Em 7 de maio de 2017, foi eleito Presidente da França com 66,10% dos votos, derrotando a candidata de extrema-direita Marine Le Pen. Uma semana depois, foi empossado como o 25.º presidente francês, e ao fazê-lo se tornou o presidente mais jovem da história da França. Macron foi reeleito em abril de 2022 para um novo mandato de cinco anos.