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Árabe

Língua semítica

Conceito

Esta página contém alguns caracteres especiais e é possível que a impressão não corresponda ao artigo original. O árabe (em árabe: العربية; romaniz.: al-ʻarabiyyah) é uma língua semita central, parente próximo do hebraico e das línguas neoaramaicas. Pertence à família das línguas semíticas, que, por sua vez, compõem o tronco linguístico das afro-asiáticas (ou camito-semitas). A língua árabe tem mais falantes do que qualquer outro idioma na família linguística semita, e é falada por mais de 365 milhões de pessoas como língua materna, no Oriente Médio, Sudoeste Asiático e Norte da África. Caso também sejam contabilizados os falantes não nativos, o total perfaz a média de 400 milhões de pessoas. É idioma oficial de 26 países, número atrás apenas do inglês e francês, e a língua litúrgica do islamismo, por ser o idioma no qual o Corão, o livro sagrado islâmico, foi escrito. Falada em 58 países, só é menos difundida no mundo do que o inglês (106). O árabe é responsável pelo empréstimo de diversas palavras a outros idiomas falados no mundo islâmico, como o turco, o persa e o urdu. Durante a Idade Média o árabe foi um importante veículo de cultura na Europa, especialmente na ciência, matemática e filosofia, e como tal acabou por influenciar igualmente diversas línguas faladas naquele continente. A influência árabe pode ser vista especialmente nos idiomas falados em torno do Mediterrâneo, como o espanhol, o siciliano e também o português, tanto devido à proximidade geográfica dos povos árabes com estas regiões como por consequência dos 700 anos de domínio árabe na Península Ibérica (Al-Andalus). Mesmo nas primeiras gerações após a Reconquista, o árabe manteve-se parte da educação dos altos nobres, chegando também a ser de educação tornada mandatória pelo Papa nos conventos católicos. A influência árabe existe também na península Balcânica, incluindo o grego, que através do contato com os turcos otomanos adquiriu muitos dialetos árabes. Por sua vez, o árabe incorporou palavras emprestadas de diversos idiomas, como o hebraico, o persa e o siríaco em seus primeiros séculos, o turco no período medieval, e diversos idiomas europeus no período atual. O árabe tem diversas variantes, distribuídas geograficamente por diversos locais, muitas das quais são mutuamente inteligíveis. Entre elas, o Árabe Egípcio é o mais falado, com 89 milhões de falantes nativos. O árabe padrão moderno (por vezes chamado de árabe literário) é a versão amplamente ensinada em escolas e universidades, e utilizada em ambientes de trabalho, órgãos governamentais e na mídia. O árabe padrão moderno é derivado do árabe clássico, único sobrevivente do grupo dialetal conhecido como árabe antigo setentrional, cuja existência é atestada em inscrições árabes pré-islâmicas que datam do século IV d.C. O árabe é escrito no alfabeto arábico, com o sistema abjad, da direita para esquerda, embora algumas variantes utilizem o Alfabeto Árabe de Chat, da esquerda para direita, como forma padrão.

EternidadeAs ideias adversárias deixam de agir.
Mítica4743 / 330960

CartasSaber

Árabe

Língua semítica

Esta página contém alguns caracteres especiais e é possível que a impressão não corresponda ao artigo original. O árabe (em árabe: العربية; romaniz.: al-ʻarabiyyah) é uma língua semita central, parente próximo do hebraico e das línguas neoaramaicas. Pertence à família das línguas semíticas, que, por sua vez, compõem o tronco linguístico das afro-asiáticas (ou camito-semitas). A língua árabe tem mais falantes do que qualquer outro idioma na família linguística semita, e é falada por mais de 365 milhões de pessoas como língua materna, no Oriente Médio, Sudoeste Asiático e Norte da África. Caso também sejam contabilizados os falantes não nativos, o total perfaz a média de 400 milhões de pessoas. É idioma oficial de 26 países, número atrás apenas do inglês e francês, e a língua litúrgica do islamismo, por ser o idioma no qual o Corão, o livro sagrado islâmico, foi escrito. Falada em 58 países, só é menos difundida no mundo do que o inglês (106). O árabe é responsável pelo empréstimo de diversas palavras a outros idiomas falados no mundo islâmico, como o turco, o persa e o urdu. Durante a Idade Média o árabe foi um importante veículo de cultura na Europa, especialmente na ciência, matemática e filosofia, e como tal acabou por influenciar igualmente diversas línguas faladas naquele continente. A influência árabe pode ser vista especialmente nos idiomas falados em torno do Mediterrâneo, como o espanhol, o siciliano e também o português, tanto devido à proximidade geográfica dos povos árabes com estas regiões como por consequência dos 700 anos de domínio árabe na Península Ibérica (Al-Andalus). Mesmo nas primeiras gerações após a Reconquista, o árabe manteve-se parte da educação dos altos nobres, chegando também a ser de educação tornada mandatória pelo Papa nos conventos católicos. A influência árabe existe também na península Balcânica, incluindo o grego, que através do contato com os turcos otomanos adquiriu muitos dialetos árabes. Por sua vez, o árabe incorporou palavras emprestadas de diversos idiomas, como o hebraico, o persa e o siríaco em seus primeiros séculos, o turco no período medieval, e diversos idiomas europeus no período atual. O árabe tem diversas variantes, distribuídas geograficamente por diversos locais, muitas das quais são mutuamente inteligíveis. Entre elas, o Árabe Egípcio é o mais falado, com 89 milhões de falantes nativos. O árabe padrão moderno (por vezes chamado de árabe literário) é a versão amplamente ensinada em escolas e universidades, e utilizada em ambientes de trabalho, órgãos governamentais e na mídia. O árabe padrão moderno é derivado do árabe clássico, único sobrevivente do grupo dialetal conhecido como árabe antigo setentrional, cuja existência é atestada em inscrições árabes pré-islâmicas que datam do século IV d.C. O árabe é escrito no alfabeto arábico, com o sistema abjad, da direita para esquerda, embora algumas variantes utilizem o Alfabeto Árabe de Chat, da esquerda para direita, como forma padrão.

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RIG

Rigor

Densidade e número de referências

52 / 120

ENR

Enraizamento

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382 / 400

ATU

Atualidade

Atividade de edição recente e tendência de visitas

16 / 30

DIF

Difusão

Edições linguísticas e ligações recebidas

100 / 100

Tamanho do artigo

153 kB

Fontes citadas

175

Secções

46

Revisões

9.904

Revisões em 90 dias

19

Ligações recebidas

64.568

Edições linguísticas

258

Visitas em 12 meses

704.726

Criado a

25 de setembro de 2001

Declarações da Wikidata

321

Mítica — percentil 100,0 de notoriedade

A raridade classifica as cartas pela fama do seu tema: leituras, número de idiomas e ligações recebidas. Este nível aparece em 0,55 % das cartas tiradas de pacotes. Nada diz sobre a potência da carta, que aqui é de 778 em 1000.

Efeito

Esta carta não combate sozinha: possui um efeito único, designado pela sua medida dominante.

EternidadeAs ideias adversárias deixam de agir.

Sabervantagens de tipo

Forte contra

CosmosTerritório

Fraco contra

MitoPoder

O artigo de origem

Esta carta corresponde ao elemento Wikidata Q13955, presente em 258 edições da Wikipédia.

Ilustração : ficheiro na Wikimedia CommonsKeteracel at English Wikipedia licença CC BY-SA 3.0. Texto do artigo sob licença CC BY-SA 4.0.

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