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Difteria

Flagelo

Difteria é uma infeção causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. Os sinais e sintomas variam entre ligeiros e graves. Geralmente começam-se a manifestar dois a cinco dias após a exposição à bactéria. Em muitos casos, os sintomas começam-se a manifestar de forma gradual, começando com inflamação da garganta e febre. Em casos graves, desenvolve-se na garganta uma membrana característica branca ou cinzenta. Esta membrana pode impedir a passagem de ar e está na origem de uma tosse característica. O pescoço pode também encontrar-se inchado devido ao aumento de volume dos gânglios linfáticos. Existem também formas de difteria que afetam a pele, olhos ou órgãos genitais. Entre as possíveis complicações estão a miocardite, inflamação dos nervos, proteinúria e hemorragias resultantes da diminuição do número de plaquetas no sangue. A miocardite pode causar arritmias cardíacas e a inflamação dos nervos pode causar paralisia. A difteria é geralmente transmitida entre pessoas por contacto direto ou através do ar. No entanto, pode também ser transmitida através de objetos contaminados. Algumas pessoas são portadoras da bactéria sem manifestar sintomas, embora sejam igualmente capazes de transmitir a doença a outras pessoas. Os três principais tipos de C. diphtheriae causam diferentes níveis de gravidade da doença. Os sintomas são causados por uma toxina produzida pela bactéria. O diagnóstico é suspeito mediante observação da garganta, podendo ser confirmado com cultura microbiológica. Ter contraído uma infeção pode não garantir imunidade contra novas infeções. A vacina contra a difteria é eficaz na prevenção da doença e está disponível numa série de formulações. Durante a infância é recomendada a administração de três ou quatro doses, a par da vacina contra o tétano e da vacina contra a tosse convulsa. É também recomendado que seja feito o reforço da vacina difteria-tétano e cada dez anos. A proteção pode ser confirmada medindo a quantidade de antitoxinas no sangue. A difteria pode ser tratada com os antibióticos eritromicina ou benzilpenicilina. Estes antibióticos podem também ser usados de forma preventiva em pessoas expostas à infeção. Nos casos mais graves pode ser necessária a realização de uma traqueotomia para desobstruir as vias aéreas. Em 2015 foram reportados oficialmente 4500 casos da doença em todo o mundo, uma diminuição significativa em relação aos 100 000 casos em 1980. Estima-se que antes da década de 1980 ocorressem cerca de um milhão de casos por ano. Atualmente, os locais onde a difteria ainda é comum são a África subsariana, Índia e Indonésia. Em 2015, a difteria foi a causa de 2100 mortes, uma diminuição em relação às 8000 em 1990. Em regiões do mundo onde ainda é comum, as crianças são o grupo etário mais afetado. Com a introdução generalizada da vacina nos planos de vacinação, a doença é atualmente rara em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos registaram-se apenas 57 casos entre 1980 e 2004. Entre 5% e 10% dos casos resultam em morte. A doença foi descrita pela primeira vez por Hipócrates no século V. A bactéria responsável foi identificada por Edwin Klebs em 1882.

NadaAgarrado a um ser adversário, proíbe-lhe qualquer cura.
Lendária80223 / 386892

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Difteria

Difteria é uma infeção causada pela bactéria Corynebacterium diphtheriae. Os sinais e sintomas variam entre ligeiros e graves. Geralmente começam-se a manifestar dois a cinco dias após a exposição à bactéria. Em muitos casos, os sintomas começam-se a manifestar de forma gradual, começando com inflamação da garganta e febre. Em casos graves, desenvolve-se na garganta uma membrana característica branca ou cinzenta. Esta membrana pode impedir a passagem de ar e está na origem de uma tosse característica. O pescoço pode também encontrar-se inchado devido ao aumento de volume dos gânglios linfáticos. Existem também formas de difteria que afetam a pele, olhos ou órgãos genitais. Entre as possíveis complicações estão a miocardite, inflamação dos nervos, proteinúria e hemorragias resultantes da diminuição do número de plaquetas no sangue. A miocardite pode causar arritmias cardíacas e a inflamação dos nervos pode causar paralisia. A difteria é geralmente transmitida entre pessoas por contacto direto ou através do ar. No entanto, pode também ser transmitida através de objetos contaminados. Algumas pessoas são portadoras da bactéria sem manifestar sintomas, embora sejam igualmente capazes de transmitir a doença a outras pessoas. Os três principais tipos de C. diphtheriae causam diferentes níveis de gravidade da doença. Os sintomas são causados por uma toxina produzida pela bactéria. O diagnóstico é suspeito mediante observação da garganta, podendo ser confirmado com cultura microbiológica. Ter contraído uma infeção pode não garantir imunidade contra novas infeções. A vacina contra a difteria é eficaz na prevenção da doença e está disponível numa série de formulações. Durante a infância é recomendada a administração de três ou quatro doses, a par da vacina contra o tétano e da vacina contra a tosse convulsa. É também recomendado que seja feito o reforço da vacina difteria-tétano e cada dez anos. A proteção pode ser confirmada medindo a quantidade de antitoxinas no sangue. A difteria pode ser tratada com os antibióticos eritromicina ou benzilpenicilina. Estes antibióticos podem também ser usados de forma preventiva em pessoas expostas à infeção. Nos casos mais graves pode ser necessária a realização de uma traqueotomia para desobstruir as vias aéreas. Em 2015 foram reportados oficialmente 4500 casos da doença em todo o mundo, uma diminuição significativa em relação aos 100 000 casos em 1980. Estima-se que antes da década de 1980 ocorressem cerca de um milhão de casos por ano. Atualmente, os locais onde a difteria ainda é comum são a África subsariana, Índia e Indonésia. Em 2015, a difteria foi a causa de 2100 mortes, uma diminuição em relação às 8000 em 1990. Em regiões do mundo onde ainda é comum, as crianças são o grupo etário mais afetado. Com a introdução generalizada da vacina nos planos de vacinação, a doença é atualmente rara em países desenvolvidos. Nos Estados Unidos registaram-se apenas 57 casos entre 1980 e 2004. Entre 5% e 10% dos casos resultam em morte. A doença foi descrita pela primeira vez por Hipócrates no século V. A bactéria responsável foi identificada por Edwin Klebs em 1882.

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CON

Contágio

Atividade de edição recente e tendência de visitas

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PRO

Propagação

Edições linguísticas e ligações recebidas

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Tamanho do artigo

63 kB

Fontes citadas

146

Secções

17

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2.080

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19

Ligações recebidas

1.765

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100

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565.080

Criado a

23 de junho de 2002

Declarações da Wikidata

131

Lendária — percentil 99,6 de notoriedade

A raridade classifica as cartas pela fama do seu tema: leituras, número de idiomas e ligações recebidas. Este nível aparece em 1,90 % das cartas tiradas de pacotes. Nada diz sobre a potência da carta, que aqui é de 691 em 1000.

Efeito

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O artigo de origem

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