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Política francesa
Ser
Marion Anne Perrine Le Pen, mais conhecida como Marine Le Pen (Neuilly-sur-Seine, Altos do Sena, 5 de agosto de 1968), é uma advogada e política francesa que concorreu à presidência francesa em 2012, 2017 e 2022. Membro do partido Rassemblement National, foi a presidente de 2011 a 2021. É deputada na Assembleia Nacional de França pelo 11º círculo eleitoral de Pas-de-Calais desde 2017 e presidente do grupo parlamentar do seu partido. Ela é a filha mais nova do ex-líder do partido Jean-Marie Le Pen e tia da ex-deputada do RN Marion Maréchal. Le Pen ingressou no RN em 1986. Ela foi eleita conselheira regional de Nord-Pas-de-Calais (1998–2004; 2010–2015), Île-de-France (2004–2010) e Hauts-de-France ( 2015–2021), deputada no Parlamento Europeu (2004–2017), bem como conselheiro municipal de Hénin-Beaumont (2008–2011). Ela conquistou a liderança do RN em 2011, com 67,6% dos votos, derrotando Bruno Gollnische e sucedendo a seu pai, que era presidente do partido desde 1972. Em 2012, ela ficou em terceiro lugar nas eleições presidenciais francesas com 17,9% dos votos, atrás de François Hollande e Nicolas Sarkozy. Lançou uma segunda candidatura à presidência nas eleições de 2017. Terminou em segundo lugar no primeiro turno da eleição com 21,3% dos votos e enfrentou Emmanuel Macron do partido centrista En Marche! no segundo turno de votação. A 7 de maio de 2017, ela concedeu após receber aproximadamente 33,9% dos votos no segundo turno. Em 2020, anunciou a sua terceira candidatura à presidência nas eleições de 2022. Ficando em segundo lugar no primeiro turno da eleição, o que qualificou-a para o segundo turno contra Macron, embora tenha perdido no segundo turno para o presidente em exercício. Liderou um movimento de "des-demonização da Frente Nacional" para suavizar a sua imagem, incluindo a expulsão limitada de membros acusados de racismo, antissemitismo ou petainismo. Expulsou do partido em agosto de 2015, depois que ele fez novas declarações controversas. Enquanto melhorava algumas posições políticas do partido ao revogar a sua oposição a parcerias entre pessoas do mesmo sexo, sua oposição a abortos incondicionais e seu apoio à pena de morte, Le Pen ainda defende muitas das mesmas políticas históricas de seu partido. Partido, com especial atenção a fortes medidas anti-imigração, nacionalistas e proteccionistas. Apoia o nacionalismo econômico, favorecendo um papel intervencionista do governo, e opõe-se à globalização e ao multiculturalismo. Apoiando a limitação da imigração, a proibição do abate ritual e a restrição da legalidade da circuncisão. Já fez comentários de apoio a Vladimir Putin e à Rússia no passado, defendendo uma cooperação mais estreita antes da invasão russa da Ucrânia em 2022; ela condenou veementemente a guerra na Ucrânia, mas afirmou que a Rússia "pode se tornar um aliado da França novamente". Le Pen foi apresentada pela Time como uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2011 e 2015. Em 2016, ela foi classificada pelo Politico como a segunda eurodeputada mais influente no Parlamento Europeu, depois do presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz. Em 31 de março de 2025, Le Pen, outros oito eurodeputados e doze assistentes foram condenados por desvio de verbas, após desviarem mais de €4 milhões de fundos do Parlamento Europeu para custear funcionários da Frente Nacional. As sentenças para vários eurodeputados incluíram inelegibilidade para cargos políticos. Le Pen foi condenada a quatro anos de prisão e proibida de concorrer a cargos políticos por cinco anos, o que a impede efetivamente de participar das eleições presidenciais francesas de 2027, além de ter sido multada em €100 mil. Em julho de 2026, é conhecido o veredicto sobre o recurso que apresentou no início do ano, com o tribunal a decidir condená-la a três anos de prisão, incluindo um ano de prisão efectiva a ser cumprido com pulseira eletrónica, e três anos e nove meses de inelegibilidade. Desses, apenas 15 meses serão de pena efectiva – os restantes estão suspensos.
Política britânica, primeira-ministra do Reino Unido (1979–1990)
Margaret Hilda Thatcher, Baronesa Thatcher de Kesteven; LG, OM, PC, FRS, FRIC (Grantham, 13 de outubro de 1925 – Londres, 8 de abril de 2013) foi uma química, advogada, consultora e política britânica que foi Líder da Oposição entre 1975 e 1979 e exerceu o cargo de Primeira-ministra do Reino Unido de 1979 a 1990. Foi a primeira-ministra com o maior período no cargo durante o século XX e a primeira mulher a ocupá-lo. Thatcher também era conhecida pela alcunha "Dama de Ferro", dada por um jornalista soviético e que se associou ao seu estilo de liderança. Como primeira-ministra, implementou políticas que passaram a ser conhecidas como Thatcherismo. Graduada em Química pela Somerville College, Universidade de Oxford, Thatcher também trabalhou como barrister antes de ser eleita para a Câmara dos Comuns pelo distrito de Finchley em 1959. O primeiro-ministro Edward Heath nomeou-a sua secretária de Estado para Educação e Ciência em seu governo conservador. Em 1975, Thatcher derrotou Heath na eleição pela liderança do Partido Conservador, tornando-se a líder da Oposição, bem como a primeira mulher a liderar um grande partido político no Reino Unido. Após vencer as eleições de 1979, foi empossada como primeira-ministra. Thatcher introduziu uma série de iniciativas políticas e econômicas destinadas a reverter o alto desemprego e as dificuldades do país na sequência de uma recessão. Sua filosofia política e suas políticas econômicas enfatizaram a desregulamentação (particularmente do setor financeiro), mercados de trabalho flexíveis, a privatização de empresas estatais e a redução do poder e influência dos sindicatos. A popularidade de Thatcher durante seus primeiros anos no cargo diminuiu em meio à recessão e ao aumento do desemprego, até a vitória na Guerra das Malvinas em 1982 e a recuperação da economia, que fizeram seu apoio popular ressurgir e ser decisivamente reeleita em 1983. Em 1984, sobreviveu a uma tentativa de assassinato. Thatcher foi reeleita em 1987. Em seu terceiro mandato, o seu apoio a um imposto comunitário foi amplamente impopular, e suas opiniões sobre a Comunidade Económica Europeia não foram compartilhadas por outros integrantes de seu gabinete. Em novembro de 1990, após sua liderança no Partido Conservador ser desafiada, renunciou como primeira-ministra. Depois de se retirar da Câmara dos Comuns em 1992, recebeu um par vitalício como Baronesa Thatcher (de Kesteven no condado de Lincolnshire), um título que lhe garantiu um assento da Câmara dos Lordes. Em 2013, morreu vitimada por um acidente vascular cerebral aos 87 anos. Sempre uma figura controversa, Thatcher recebeu boas classificações nas pesquisas sobre os melhores e mais influentes governantes da história do país, mesmo que os argumentos sobre o Thatcherismo persistam.
Anjo caído, inimigo de Deus e da humanidade
Político norte-americano, 39.º presidente dos Estados Unidos
James Earl "Jimmy" Carter Jr. (Plains, 1 de outubro de 1924 – Plains, 29 de dezembro de 2024) foi um político e filantropo norte-americano, que serviu como 39.° presidente dos Estados Unidos de 1977 a 1981. Oriundo de uma tradicional família fazendeira sulista, Carter serviu como oficial da Marinha dos Estados Unidos e depois ingressou na política, cumprindo dois mandatos como senador do estado da Geórgia e um como governador (1971–1975) antes de se candidatar à presidência em 1976. Nascido e criado em Plains, Geórgia, Carter se formou na Academia Naval dos Estados Unidos em 1946 e se juntou à marinha, servindo em submarinos. Após a morte do seu pai em 1953, ele abandonou o serviço naval e voltou para Plains, onde assumiu o controle do negócio de cultivo de amendoim de sua família. Carter herdou comparativamente pouco devido ao perdão de dívidas de seu pai e à divisão da propriedade entre ele e seus irmãos. Mesmo assim, sua ambição de expandir e cultivar a fazenda de amendoim da família foi cumprida. Durante este período, Carter foi encorajado a se opor à segregação racial e apoiar o crescente movimento pelos direitos civis, se tornando um ativista dentro do Partido Democrata. De 1963 a 1967, Carter serviu no Senado estadual da Geórgia e em 1970 foi eleito governador do estado, derrotando Carl Sanders nas primárias do partido. Ele permaneceu como governador até 1975. Embora não fosse conhecido nos círculos políticos fora da Geórgia, Carter conquistou a nomeação do Partido Democrata para a eleição presidencial de 1976. Ele acabou vencendo de forma apertada contra o presidente republicano Gerald Ford, assumindo a presidência em janeiro de 1977 num período em que o país estava no meio de uma recessão. A presidência de Carter foi marcada por estagnação econômica e inflação. No âmbito interno, ele perdoou todos os desertores da Guerra do Vietnã. Criou ainda dois novos gabinetes no governo, o Departamento de Energia e o Departamento de Educação. Ele estabeleceu uma nova política nacional de energia que incluía conservação, controle de preços e investimento em novas tecnologias. Em questões externas, Carter assinou os Acordos de Camp David, os Tratados Torrijos-Carter, a segunda rodada das Conversações sobre Limites para Armas Estratégicas (SALT II) e o retorno da Zona do Canal do Panamá ao controle das autoridades panamenhas. Ele tentou, sem muito sucesso, combater a "estagflação", o alto desemprego e o crescimento fraco do PIB. Contudo, os dois anos finais do seu governo foram marcados pela Crise dos reféns no Irã, a crise energética de 1979, o acidente de Three Mile Island e o desenrolar dos eventos iniciais da invasão soviética do Afeganistão. Em resposta à invasão dos soviéticos ao Afeganistão, Carter acabou com a détente, intensificou a Guerra Fria e liderou um boicote aos Jogos Olímpicos de 1980 em Moscou. Em 1980, ele enfrentou um desafio à sua nomeação pelo Partido Democrata por Ted Kennedy, mas se manteve como o candidato da legenda para tentar a reeleição. Carter acabou perdendo a eleição presidencial para o republicano Ronald Reagan. Pesquisas de historiadores e cientistas políticos consideram Carter como um presidente "fraco". As atividades de Carter no período posterior a sua saída da Casa Branca foram vistas de forma mais favorável do que sua própria presidência. Em 2012, Carter passou Herbert Hoover como o ex-presidente mais velho e chegou a comemorar os 40 anos da sua posse no cargo. Em novembro de 2018, tornou-se o ex-presidente dos Estados Unidos mais longevo, após a morte de George H. W. Bush. Em 1º de outubro de 2024, Carter se tornou o primeiro ex-presidente dos Estados Unidos a chegar aos 100 anos de idade. Depois que deixou a presidência, trabalhou principalmente em questões de direitos humanos. Ele viajou pelo mundo, advogando acordos de paz, observando eleições e trabalhando para a prevenção e erradicação de doenças em várias nações. Carter também foi defensor da reforma política nos Estados Unidos e foi um crítico da política externa agressiva do presidente George W. Bush.
Livro de Miguel de Cervantes
Objeto
Don Quixote, cujo título completo é O Engenhoso Fidalgo Dom Quixote da Mancha, é um romance espanhol de Miguel de Cervantes. Publicado originalmente em duas partes, em 1605 e 1615, o romance é considerado uma obra fundadora da Literatura ocidental e o primeiro romance moderno. O romance foi classificado por muitos autores conhecidos como o "melhor romance de todos os tempos" e a "obra melhor e mais central na literatura mundial". Dom Quixote é também um dos livros mais traduzidos do mundo e um dos romances mais vendidos de todos os tempos. O romance é uma sátira aos romances de cavalaria e às convenções literárias da época. A trama gira em torno das aventuras de um membro da baixa nobreza, um fidalgo de La Mancha chamado Alonso Quijano, que lê tantos romances de cavalaria que decide se tornar um Cavaleiro andante (caballero andante) para reviver a cavalaria e servir sua nação, sob o nome de Dom Quixote da Mancha. Ele recruta como seu escudeiro um simples trabalhador rural, Sancho Pança, que traz um humor terrenal à retórica elevada de Dom Quixote. Na primeira parte do livro, Dom Quixote não vê o mundo como ele é e prefere imaginar que está vivendo uma história cavalheiresca destinada aos anais de todos os tempos. No entanto, como Salvador de Madariaga apontou em seu Guía del lector del Quijote (1972 [1926]), referindo-se à "Sanchificação de Dom Quixote e a Quixotização de Sancho", "o espírito de Sancho ascende da realidade à ilusão, o de Dom Quixote declina da ilusão à realidade". O livro teve uma grande influência na comunidade literária, como evidenciado por referências diretas em Os Três Mosqueteiros (1844) de Alexandre Dumas, e no Cyrano de Bergerac (1897) de Edmond Rostand, bem como pela palavra quixotesco. Mark Twain referiu-se ao livro como tendo "varrido a admiração do mundo pela tolice da cavalaria medieval da existência". Foi descrito por alguns como a maior obra já escrita.